domingo, 27 de março de 2011

Quisera ter...




Quisera ter um amor. Um unico apenas pra sanar a ausência de uma vida inteira...!

Não que eu amasse apenas...porque isso, fiz minha vida inteira. Sabe aqueles amores de filmes, que os jovens se conhecem e as almas se casam mesmo antes deles se relacionarem?

Então... eu queria um amor assim... aquele amor ...que desde sempre esperei.....voltando do colégio...entrando no cinemas aos domingos, e no passeio depois de cinema. Alguem que meus olhos vissem e na primeira impressão soubessem que "era ele", que seria pra sempre.

Já aconteceu comigo...infelizmente só eu reconheci isso! Ele estava rodeado demais por tantas pessoas mais interessantes com uma vida intensa, que insignificancias, e mesmices pra ele ocupavam apenas um banquinho no canto do pensamento sómente quando esse canto insistia muito em aparecer.

Queria esse amor pra vida inteira...uma amor maduro, sincero, onde compartilhássemos pequenas coisas, mas que de tão pequenas, ganhariam uma importancia grande.

Queria poder ter tido esse amor, pra falar do céu em noite de lua cheia, ou quando nublado, relembrar a noite que nos conhecemos...falar da flor, e da borboleta que dança como um clássico adorno, em uma conquista simples e fatal.

Queria dormir abraçada e na noite de temporal poder me acolher em seus braços pra poder me sentir tão segura e tão protegida como uma criança no ventre da mãe...

sentar no banco da praça e falar do tempo, das crianças brincando; da fonte luminosa que já velha se sente solitária porque ninguem mais pára pra admirar sua beleza.

Tambem fazer coisas do dia a dia...como trabalhar, levar os filhos na escola, ir ao supermercado, visitar o dentista, e o médico da familia pra um chec up...ver tv abraçadinhos comendo pipoca. Coisas tão pequenas que junto de vc seriam imensamente grandes e importantes.

E enfim, quando a velhice chegasse e os filhos estivessem criados, sairiamos a pé, pra apenas caminhar lado a lado...suas mãos nas minhas já não tão firmes como antes mas as mesmas mãos que me acariciavam e me enterneciam com gestos seguros e firmes.

Quisera ter esse amor...seu amor....unico amor que conheci, como sendo aquele que ama sem cobranças, achando tudo perfeito demais...e viver um conto de fadas.

MAs acho..que pra voce apareci pouco antes da meia noite e vc só me notou quando minha carruagem tinha virado abóbora e eu...ah! eu...a gata boralheira que senti no seu olhar a presença ausente, de tudo aquilo que jamais teria pra mim.

E foi assim...nas doze badaladas no relógio a vida nos separou e o sapatinho que vc tinha no coração...serviu nos pés de outra pessoa.

Que pena que nessa estoria só voce viveu o conto de fadas!!!

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